‘Vende a alma ao diabo e lambe bota de americano’, diz Lula sobre Bolsonaro

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o posicionamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em relação ao governo dos Estados Unidos. Segundo o petista, o militar “vive todo santo dia lambendo as botas do governo americano” e “vende a alma ao diabo”.

A declaração foi dada neste sábado (3) durante um evento virtual promovido pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) em comemoração aos 67 anos da Petrobras.

“Quando você tem um Brasil que coloca um general nosso pra ser subordinado a um general americano no comando da Quarta Frota, que é a frota americana pra tomar conta do Oceano Atlântico e para vigiar o nosso petróleo, quando você tem um presidente da República que vive todo santo dia lambendo as botas do governo americano mesmo quando o governo americano fala bobagem contra o Brasil, quando você tem um ministro da Educação, um ministro das Relações Exteriores que lambe as botas do presidente norte-americano, que é tão troglodita quanto o nosso, que é um cara violento, que não acredita na democracia nem respeita os direitos humanos, o que você pensa da nossa soberania? Ela está correndo risco”, afirmou Lula.

Para o ex-presidente, o Brasil não tem respeito por causa do comportamento de Bolsonaro diante de Trump ou de qualquer outra autoridade estadunidense.

“Um país que não tem soberania não é respeitado. O Brasil não tem tendência para voltar a ser colônia. Não é possível que esse país tenha dirigentes que não gostam do país. Quem não gosta do país vende a alma ao diabo, e é isso que eles estão fazendo agora”, continuou.

A fala durou pouco menos de 5 minutos, e nele Lula ainda defendeu a Petrobras.

“Quando a gente anunciou o pré-sal, os adversários da Petrobras diziam que a gente não ia conseguir prospectar o petróleo porque era muito caro. E hoje o barril do petróleo do pré-sal é colocado em terra a quase o mesmo preço da Arábia Saudita, numa demonstração de que o Brasil nunca deu certo porque os vira-latas nunca confiaram no Brasil, sempre ficaram dependendo de outros países e de palpites estrangeiros”.

Fonte- Bahia.BA

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