Valmir critica projetos de irrigação alvos de ocupação em Correntina

O deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) fez críticas à empresa agropecuária Igarashi, na região de Correntina, no extremo oeste do estado, que foi ocupada na última quinta-feira (2). “O que deve ser considerado criminoso é a ação da Igarashi que está longe de ser sustentável. Deve acontecer na região, com a falta de água, a fuga para as cidades, e a expulsão de trabalhadores do campo que não conseguem continuar atuando com produção de alimentos por conta da privatização dos recursos naturais por empresas do agronegócio”, cita Valmir, que destacou que o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), do qual é militante histórico, não foi responsável pelo ato.

“Várias manchetes apontam o MST como participante da ação, porém, enquanto organização popular, não há envolvimento nessa mobilização”, afirmou a organização em nota. A ocupação gerou repercussão após o galpão da empresa ser incendiados e equipamentos de irrigação serem destruídos durante a ação, que envolveu centenas de agricultores ribeirinhos. “Segundo relatos, o projeto de irrigação da Igarashi e Curitiba estão secando os rios Carinhanha, Corrente e Grande, além de provocar queda de energia na região.

Essa situação não é diferente de diversas outras localidades no estado que sofrem com as ações de empresas nos territórios que, para garantir uma maior margem de lucro, não levam em consideração o impacto que tais iniciativas causam ao meio ambiente e nas populações”, acrescenta o comunicado do MST. Valmir anunciou que vai pedir à Comissão de Meio Ambiente da Câmara e ao governo do Estado que fiscalizem as atividades dessas empresas.

“O processo de privatização dos recursos naturais afeta diretamente as comunidades camponesas localizadas nas proximidades da Igarashi. As pessoas estão sem água devido ao projeto de irrigação implantado por essa empresa, que seca o rio e provoca quedas de energia na região”, aponta o deputado, que defende “um olhar mais amplo” sobre os conflitos ocorridos em Correntina. Os integrantes da ocupação reivindicam a interrupção da captação das águas fluviais, que são usadas para o abastecimento de grandes áreas agrícolas situadas próximas ao distrito de Rosário, a mais de 100 quilômetros da sede de Correntina.

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