Servidores de Barreiras protestam pacificamente no desfile de 7 de setembro

Por respeito, democracia, a luta é todo dia”: protesto pacifico em Barreiras no simbólico dia da Independência

Na manhã de ontem, 07 de setembro, a data que se comemora o dia da Independência do Brasil, centenas de servidores, professores e sindicatos foram as ruas de Barreiras para externar a insatisfação e a injustiça ocorrida com toda categoria de servidores públicos com a aprovação dos projetos de Lei nº 09 e 10.

A concentração aconteceu com o café da manhã oferecido pelo Sinprofe. Após o encontro, centenas de servidores saíram em direção a avenida Cleriston Andrade, com cartazes pedindo respeito, entoando palavras de ordem e unidos no propósito de mostrar a sociedade, como o servidor está sendo excluído, desvalorizado e desmotivado diante ao retrocesso instaurado pelo  atual governo municipal.

Sem nenhum motivo para comemorar a data, os professores e servidores da educação se negaram a participar do evento e muitas escolas não desfilaram. A mobilização foi decidida após os ataques aos direitos trabalhistas e o congelamento da carreira profissional dos servidores.

“ Estamos solidários aos colegas contratados que foram obrigados a desfilar. Não tiveram opção, e ainda por cima a Secretaria de Educação trouxe as crianças das séries iniciais que estudam na zona rural, deixando eles no sol e sem nenhuma assistência. Um absurdo, uma falta de cuidado com o ser humano”, disseram os professores de carreira, que não participaram do evento em protesto.

Durante todo o evento, o cerimonial foi alterado para bloquear o acesso dos servidores que manifestavam contra a atitude do prefeito Zito Barbosa. Não houve a revista da tropa, as instituições de segurança como Policia Militar, Guarda e Exército desfilaram no primeiro pelotão para reforçar a segurança pessoal do palanque oficial.

“Sinceramente, não temos nenhum motivo para comemorar o dia da independência em Barreiras. Vivenciamos nestes últimos meses atrocidades sociais, retiradas de direitos trabalhistas, violência e impedimento de acesso a prédios públicos. Somos seres humanos, trabalhadores, pais e mães de família, estamos apenas externando nossos sentimentos de repúdio a uma política arcaica, opressora e perseguidora. Nossa luta sim é diária, vamos sempre buscar respeito pelos nossos direitos”, disseram as dirigentes sindicais Carmélia e Arizangela.

ASCOM/SINDSEMB

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