Seca prolongada afeta setor agropecuário baiano

A seca no estado da Bahia já é sentida por mais de quatro milhões de pessoas e, no início deste ano, o problema meteorológico atingiu 219 municípios em todo o território baiano, segundo dados da Superintendência de Estudos Econômicos (SEI). A questão é que, apesar de não afetar o PIB agropecuário da Bahia, a  seca e a estiagem já atingem grande parte da agricultura familiar do estado.

O mesmo estudo da SEI aponta que os efeitos da falta de chuvas são ainda mais contundentes nos municípios com participação superior a 40% do setor agropecuário na composição do PIB municipal – nessas cidades,  a agricultura familiar é a principal atividade econômica, diz o estudo.

Os municípios afetados estão distribuídos em 22 territórios de identidade, que se estendem por cerca de 307,4 mil quilômetros quadrados, correspondendo a 54,4% da área total do estado da Bahia.

O Território de Identidade Sudoeste Baiano é o mais castigado, com 20 cidades em estado de emergência. Em seguida vêm os territórios de Irecê (com 19 municípios atingidos), Chapada Diamantina (18) e Semiárido Nordeste II, Sertão Produtivo e Sisal, todos com 17 municípios afetados.

 

O Oeste e o PIB
A Superintendência de Estudos Econômicos (SEI) garante que, apesar da estiagem, o PIB agropecuário de 2017 não deverá sofrer grandes alterações. Isso porque o Oeste baiano, que possui o maior peso na composição do Valor Acrescentado Bruto (VAB) agropecuário, ainda que diante do período crítico que atingiu a região nos últimos meses de dezembro e janeiro, já apresenta produção de grãos satisfatória.

A reversão do quadro meteorológico se deve, principalmente, aos investimentos em irrigação e à retomada das chuvas na região. O relatório da SEI, no entanto, frisa que, caso não ocorra mudanças do clima no semiárido, lavouras de segunda safra, como a de milho e feijão, além da mandioca, deverão ser afetadas.

Sem gado no pasto
O problema da seca que atinge a Bahia não afeta apenas as lavouras. Com a escassez de água, consequentemente, a produção de carne, leite e derivados também é afetada, uma vez que muitos animais acabam morrendo de sede ou têm seu desempenho comprometido.

De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Estado da Bahia (Sincar), Julio César Melo de Farias, houve uma redução de cerca de 40% da mão de obra na indústria de processamento de carne no último ano, em virtude, principalmente, da seca.

fonte=correio 24 hrs

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