Reestruturação do BB na Bahia dispensa 17 em superintendência

O anúncio da redução do quadro funcional da Superintendência Regional do Banco do Brasil da Bahia deixa incerta a comissão de 17 funcionários que faziam parte do setor e agora aguardam realocação para não sofrerem perdas salariais.

Segundo o Sindicato dos Bancários do estado, a empresa de capital misto informou aos trabalhadores que as atividades da área estratégica serão centralizadas em Brasília e na capital baiana restará apenas uma estrutura com um gerente e quatro assessores.

Na opinião do presidente do órgão sindical, Augusto Vasconcelos, “o governo Temer, ligado aos bancos privados, tenta esvaziar o Banco do Brasil para atender interesses do mercado”.

Ele afirma que “o desmonte do banco é visível, 14 mil postos de trabalho foram extintos, centenas de agências fechadas, descomissionamento em massa de funcionários. Tudo isso repercute em prejuízos para a população que sofre com as péssimas condições de atendimento, enquanto os bancários adoecem com a sobrecarga de trabalho”, concluiu.

Na Bahia, desde 2016, o BB já fechou 12 agências, tentou implementar, sem sucesso, escritórios de serviço digital, e redistribuiu os clientes em unidades cujo atendimento médio ultrapassa as três horas de espera por falta de estrutura para acolher a demanda.

Um bancário, ouvido pela reportagem e que não deseja se identificar para evitar represália, relata que, semanalmente, é preciso chamar a PM para controlar grupos de correntistas exaltados pelo longo tempo na fila.

Comissão – No plano de carreira do BB, todo funcionário inicia as atividades na função de escriturário, recebendo um salário base. Ao alçar outros níveis hierárquicos (assistente, supervisor, gerente…) o profissional vai agregando benefícios ao rendimento básico que não são incorporados, como ocorre com alguns cargos públicos.

Caso este colaborador perca a comissão, quer dizer, caso a agência ou setor deixe de existir e o trabalhador não encontre uma vaga na instituição com mesmo perfil, ele perde o status e o valor agregado ao salário.

Com as atuais reformulações, há casos, em Salvador, de gerentes que voltaram a ser escriturários.

bahia.ba

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