Proibição de Guerra de Espadas é mantida por recomendação do MP; suspensão chega ao 3º ano em Senhor do Bonfim

Pelo terceiro ano seguido a Guerra de Espadas, uma “brincadeira” com uso dos fogos de artifício conhecidos como espadas – – está proibida em Senhor do Bonfim, cidade do norte da Bahia.

A “Guerra” acontece tradicionalmente durante as festas juninas, com um artefato que é uma variação mais potente dos tradicionais buscapés, feitos de bambu, pólvora e limalha de ferro.

A cultura do São João é tão forte que a cidade já foi até conhecida como a capital baiana do forró. Além da festa, a tradição marcante do lugar é a guerra de espadas, que mais uma vez está no centro da polêmica sobre a guerra de espadas, já que Ministério Público da Bahia (MP-BA) aponta que a ação é ilegal. No entanto, alguns moradores do município são contra a suspensão da atividade.

Neste mês de junho, inclusive, o MP-BA lançou uma campanha para alertar os baianos sobre a ilegalidade da guerra de espadas. De acordo com o MP-BA, fabricar, possuir e soltar espadas é crime cuja pena pode chegar até seis anos de prisão.

“A espada, hoje, ela é lesiva, é um artefato explosivo e ela fere, mata. Mas há possibilidade da espada ser confeccionada, produzida, transportada e utilizada dentro dos padrões legais”, explicou a promotora Joseane Nunes.

G1

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