Prefeitura de Barreiras apóia cordelista Zeca Pereira no lançamento do livro “Cordelistas Contemporâneos” em Recife

Na quinta-feira, 01, acontece em Recife capital do Pernambuco, o lançamento da coletânea “Cordelistas Contemporâneos” no Teatro Mamulengo. O evento reunirá a presença de 53 cordelistas de todos os estados, que participaram da construção do livro com 550 páginas, que relatam suas histórias, seus contos, rimas e realidade em cordel.

No projeto, a participação de 08 cordelistas baianos, dentre eles o músico, repentista e cordelista Bule Bule, traduz a importância desse gênero literário que ainda sobrevive desde o século XIX, e leva até os leitores a visão baiana da vida, arte e cotidiano. A cidade de Barreiras será representada pelo cordelista Zeca Pereira, que desde 1980 expõem seu trabalho popular na feira livre e seu último trabalho é intitulado “O Menino e o Cais”.

“Sinceramente, estou muito feliz de participar dessa coletânea, que reuniu cordelistas de todo Brasil, unidos no objetivo de promover o Cordel. Agradeço imensamente a Prefeitura de Barreiras, através da coordenação de cultura pelo apoio, viabilizando a minha participação no lançamento em Recife”, disse Zeca Pereira.

No seu retorno, Zeca Pereira estará comercializando a coletânea, arrecadando fundos para manutenção do projeto de divulgação do cordel.

“A expansão da cultura, o incentivo a arte, produção literária e imaginário humano é nosso maior desafio. Estamos sim, buscando apoiar e incentivar nossos artistas locais, porque temos a cultura como agente transformador. Zeca Pereira é uma referência de Cordel, então não poderia ser diferente, proporcionamos apoio para que ele representasse Barreiras, o Oeste e a Bahia, nesse evento”, disse Emilia Moreno, coordenadora municipal de cultura.

Entenda um pouco o cordel

A realidade, o sentimento nordestino, a cultura do homem e poesia, isso é cordel. Uma arte literária, um folhetim, um gênero, palavras rimadas que durante décadas serviu como “jornal” no interior do Nordeste, veiculando informações. O impresso em folheto eram pendurados em barbantes (cordéis ou barbantes em Portugal) e vendidos, por isso a popularização do seu nome literatura de cordel. O Renascimento deu início à impressão de relatos orais que persiste até hoje.

Os poemas de cordel são escritos em forma de rima e alguns são ilustrados. Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, como também fazem leituras ou declamações muito empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores.

Cordel também é a divulgação da arte, das tradições populares e dos autores locais e é de inestimável importância na manutenção das identidades locais e das tradições literárias regionais, contribuindo para a perpetuação do folclore brasileiro.

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