Pesquisas da Atlantic Nickel encontram nova área de níquel sulfetado em Itagibá

A Atlantic Nickel, produtora de níquel sulfetado no município de Itagibá, região sul da Bahia, a cerca de 370 km de Salvador, identificou nova área com potencial significativo de recursos para exploração do minério no mesmo cinturão geológico onde já funciona a Mina Santa Rita.

O novo depósito de níquel sulfetado, chamado de Fazenda Palestina, localiza-se no município de Ibicuí, a apenas 26 km da unidade de processamento da empresa na Mina Santa Rita, que segue em plena operação há pouco mais de um ano, desenvolvendo a exploração, beneficiamento e comercialização do níquel sulfetado de alta qualidade. Toda a produção da Mina Santa Rita, que já atingiu a marca de 57 mil toneladas em 2020, é escoada pelo Porto de Ilhéus, em posição estratégica a 140km da planta.

Para o presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Antônio Carlos Tramm, a notícia reforça a importância de se concluir a FIOL (Ferrovia Oeste-Leste). “A Nickel é mais uma das empresas que poderá deixar de usar caminhões e escoar sua produção pela ferrovia até o Porto-Sul em Ilhéus, reduzindo custos e os impactos ambientais envolvidos no transporte. Com isso o níquel baiano vai ficar mais competitivo e sustentável”, diz Tramm.

“Desde que a mina de Santa Rita retomou suas operações em janeiro de 2020, Itagibá permanece no ranking dos 10 municípios com maior arrecadação de Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) da Bahia. Lembrando que 60% da taxa é destinada à cidade onde ocorreu a produção. Essa descoberta impulsionará ainda mais o emprego e renda na região”, declara o vice-governador João Leão, secretário de Desenvolvimento Econômico (SDE).

Em janeiro deste ano, a Atlantic Nickel celebrou a retomada das operações da mina Santa Rita. A mineradora já alcançou a marca de 57 mil toneladas de concentrado de níquel direcionadas ao mercado internacional e a geração de 1.500 empregos diretos para operação da Mina Santa Rita.

A projeção da empresa é dobrar a capacidade produtiva com o início da operação subterrânea, prevista para 2028, o que vai elevar o tempo de vida útil da mina de níquel em Itagibá de oito para 34 anos (8 anos de mina a céu aberto + 26 anos de mina subterrânea). De acordo com a Avaliação Econômica Preliminar, cerca de US$ 355 milhões devem ser investidos nos primeiros cinco anos desta nova fase.

“Essa descoberta confirma, ainda mais, a nossa confiança no potencial do negócio de gerar retornos sólidos aos investidores e se beneficiar do crescimento da demanda, que já atendemos, da utilização essencial do níquel na produção de baterias para veículos elétricos”, celebra Paulo Castellari, CEO da Appian Capital Brazil.

Pesquisas na região foram iniciadas pela CBPM nos anos 90

A descoberta dos depósitos de níquel de Santa Rita começa nos anos 1970, quando o Serviço Geológico do Brasil – CPRM desenvolveu os primeiros trabalhos de mapeamento geológico sistemático na região, através do Projeto Bahia. Gerando o núcleo inicial de conhecimento e base de dados, que serviu para referenciar e dar sustentação aos trabalhos subsequentes de pesquisa e exploração mineral na região.

Os trabalhos de pesquisas executados pela CBPM entre os anos de 1989 e 2000 delinearam um depósito de níquel no Complexo Mirabela, com recursos da ordem de 40 milhões de toneladas de minério. Hoje, a mina de níquel é considerada a segunda maior do mundo, atrás apenas da Voisey’s Bay, descoberta no Canadá em 1993.

Em 2003, a então chamada Mirabela Mineração do Brasil LTDA assinou um contrato de pesquisa complementar e arrendamento com a CBPM e produziu níquel sulfetado entre 2009 e 2016. A operação foi reiniciada pela Atlantic Nickel em janeiro de 2020.

Assessoria de comunicação – Ascom
Companhia Baiana de Pesquisa Mineral – CBPM

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.