MINERAÇÃO x ENERGIAS RENOVÁVEIS

As boas práticas que estão sendo adotadas nas cadeias produtivas da mineração vêm alcançando novos patamares a cada dia. As empresas já incluíram em seus planejamentos o compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para 2030, da Organização das Nações Unidas. O conjunto de metas foca na transformação das cidades em lugares mais sustentáveis para  bem da humanidade e do planeta.

“Há algum tempo, os gestores do setor minerário têm ciência de que o segmento não pode fechar os olhos para questões como o aquecimento global e para a obrigatoriedade de se produzir de forma responsável, no que diz respeito aos recursos naturais e, principalmente, no cuidado com a vida das pessoas. O uso de todo potencial da energia renovável deve fazer parte desse processo, assim como o aproveitamento de resíduos da mineração, que é considerada uma ação estratégica do ponto de vista econômico e sustentável”, diz Antonio Carlos Tramm, presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM).

Potencial para transição energética

Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), apenas 14% da matriz energética mundial é proveniente de fontes renováveis (solar, eólica, geotérmica, hidráulica/hidrelétrica e biomassa). Numa comparação com o resto do mundo, o Brasil consome, percentualmente, mais energia oriunda de fontes renováveis, com 48,3%, o que representa  quase a metade de toda matriz energética brasileira. Esses resultados são incluídos nas potencialidades do país no processo de transição energética, proposto pelas organizações internacionais, além dos aspectos naturais que o território possui.

O relatório da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), divulgado em março de 2022, propõe ações para manter a meta de limitar o aquecimento global até 1,5°C e aponta que, até 2030, será necessário sair dos atuais 14% para cerca de 40% de produção de energia composta por fontes renováveis.

É importante frisar que há diferença entre matriz energética e elétrica. De acordo com publicação da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – que ligada ao Ministério de Minas e Energia (MME), “enquanto a matriz energética representa o conjunto de fontes de energia disponíveis para movimentar os carros, preparar a comida no fogão e gerar eletricidade, a matriz elétrica é formada pelo conjunto de fontes disponíveis apenas para a geração de energia elétrica”, com isso, é possível concluir que a matriz elétrica é parte da matriz energética.

Bahia é líder

No quesito matriz elétrica, a Bahia está entre os estados que se destacam no cenário nacional. Por aqui, essa matriz é a que tem maiores percentuais do uso de fontes renováveis, sendo a fonte eólica a principal delas, com 73%. Na sequência, estão a hidráulica (17%), a solar (5%) e térmica (5%). Por causa desse desempenho, o estado baiano está no alto do pódio na geração nacional de energias eólica (33,88%) e solar (30,26%), conforme informações divulgadas pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e pelo Informe Executivo de Energia eólica e solar de junho, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE).

Alberto Coutinho/GovBA

“A Bahia firmou o compromisso de tornar sua matriz elétrica renovável e temos cumprindo à risca esse acordo. Temos ainda um potencial enorme tanto eólico quanto solar para continuar crescendo. Buscar novos investimentos e atrair cada vez mais projetos de energias renováveis para os municípios baianos são trabalhos que a SDE vem fazendo com muito empenho e dedicação”, destaca o secretário de Desenvolvimento Econômico, José Nunes.

Cadeia produtiva sustentável

No setor minerário baiano, já existe o reconhecimento das potencialidades do uso de energias renováveis. Um exemplo vem da Companhia de Ferro Ligas da Bahia (FERBASA), com um lastro industrial de mais de seis décadas, a empresa adquiriu em 2018 o Complexo Eólico BW Guirapá, localizado no município de Caetité, na Região Sudoeste, com capacidade instalada de 170 MW, com sete parques para produção de energia limpa e renovável disponibilizada para atender parte do consumo próprio da FERBASA a partir de 2036, quando se encerra o atual contrato de fornecimento celebrado com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

O investimento em umas das principais fontes de energia renováveis do país integra a estratégia de verticalização da empresa, com o olhar no futuro e como continuidade dos projetos relacionados aos compromissos socioambientais da FERBASA. Atualmente, o que é produzido pelo Complexo Eólico BW Guirapá é destinado ao abastecimento geral da rede de energia através do Contrato de Energia de Reserva (CER).

“A FERBASA abriu um precedente e mostra que a visão de negócios de médio e longo prazo podem incluir, de forma estratégica, investimentos em cadeias produtivas sustentáveis. A contribuição ambiental da energia eólica é indiscutível, sem contar a geração de emprego e renda numa atividade com objetivos que ultrapassam a esfera dos benefícios locais, são verdadeiros legados para as próximas gerações. Com a geração de energia limpa, a FERBASA é um exemplo a ser seguido”, conclui o presidente da CBPM, Antonio Carlos Tramm.

Foto: Manu Dias/GovBA


Assessoria de comunicação – Ascom
Companhia Baiana de Pesquisa Mineral – CBPM

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