Apicultura amplia renda de produtores rurais no semiárido baiano

Produtores familiares que praticavam apenas a agricultura de subsistência nos municípios de Remanso, Pilão Arcado e Campo Alegre de Lourdes, no Norte da Bahia, foram estruturados pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) com equipamentos e treinamento para desenvolverem a apicultura de maneira sustentável, e assim gerar renda e ter melhores condições de vida.

Os investimentos até 2017 foram de R$ 4,4 milhões. Os agricultores familiares já incluídos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), do Governo Federal, foram selecionados de acordo com critérios do Plano Brasil Sem Miséria e em razão de sua aptidão para a apicultura.

O objetivo das ações é a erradicação da pobreza extrema e o desenvolvimento agrário e social e foram repassados à 6ª Superintendência Regional da Codevasf, sediada em Juazeiro (BA).

Entre as ações realizadas pela Codevasf, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Regional, do Ministério da Integração Nacional, está a estruturação das famílias com colmeias completas e outros materiais necessários ao desenvolvimento da atividade, como formões, carretilhas, fumigadores, macacões, chapéu, luvas, botas e cera de abelha disposta em placas alveoladas.

Cada família selecionada foi equipada com 20 colmeias mais suporte de ferro para fixação no campo e o material para uso na atividade. São 12,4 mil colmeias implantadas no semiárido, com um quilo de cera alveolada de abelha, além de 1,2 mil indumentárias e 620 formões, carretilhas e fumigadores.

“Proporcionar conhecimento técnico e equipamento para essas famílias melhorarem de vida realizando uma atividade rentável e, ao mesmo tempo, ecologicamente correta, vai muito além do aumento de renda dessas famílias, o que, por si só, já é um ganho enorme. Passa pela preservação do meio ambiente e, em última instância, pela preservação da água dos rios da região onde essa população habita, por causa das características da apicultura, que utiliza pouca água se comparada com outras atividades de subsistência”, afirma Inaldo Guerra, diretor da Área de Revitalização da Codevasf.

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