Abate de frango registra aumento recorde e sexto crescimento consecutivo na BA; consumo de ovos teve alta de 31%

Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística registrou um aumento recorde no abate de frango na Bahia em 2020. Os números apontam um crescimento de 6,6% em relação a 2019, o sexto aumento consecutivo em todo o estado.

A indústria já apontava um crescimento, divulgado em levantamento trimestral revelado em dezembro do ano passado. Mais de 127 milhões de frangos foram abatidos somente em 2020.

No entendimento do supervisor de pesquisas agropecuárias do IBGE, Augusto Barreto, uma das maiores razões é a substituição da carne suína pelo frango, causada pela alta nos preços e aumento do dólar.

“Muito explicado pela substituição do consumo da carne suína, que ficou [com o preço] mais alto. Como são os commodities que têm grande demanda no mercado exterior, então o preço do dólar acabou influenciando. Então o frango acabou sendo uma proteína mais acessível ao consumidor. Então essa demanda no mercado interno acabou aquecendo e favorecendo esse abate aqui no estado”, disse.

O órgão também apontou um aumento recorde na produção de ovos na Bahia. Somente no ano passado, mais de 58 milhões de dúzias foram produzidas – um aumento de 31% em relação a 2019. O avanço aconteceu depois de dois anos seguidos em queda.

A diretora da Associação de Avicultura da Bahia, Patricia Alves, atribuiu o aumento na produção pelo fato do ovo ser uma das proteínas com preço mais acessível à população.

“A gente observa esse crescimento em função do consumo de ovos, de ser uma das proteínas mais em conta que a gente tem. E aqui no polo não foi diferente essa observação. Houve um crescimento aqui na região”, disse.

Na contramão dos números indicados pelo IBGE, alguns frigoríficos em Feira de Santana registraram queda na produção. O abate de frango chegou a cair entre 15% e 20% comparando no ano passado a 2019 e uma das razões é a incerteza da demanda em meio à pandemia.

Ronaldo Gama, gerente comercial de um frigorífico na cidade explicou as razões que fizeram a indústria recuar.

“Como as importações aumentaram muito em 2020, nossa gestão estratégica recuou. Saímos de um abate médio/dia de 55 mil para 48 mil por conta desse cenário. Grãos aumentaram muito e a gente teve que passar também esse custo para o consumidor em 2020”, disse.

Alta no preço dos insumos

Embora a produção no estado tenha aumentado em 2020, a produção esbarra em uma dificuldade: o aumento do preço do milho e da soja usados no alimento das aves. Ainda segundo a diretora Patrícia, os custos foram ampliados na pandemia e acarretou também o valor dos insumos.

“Apesar do custo de produção ter aumentado em função da pandemia, tivemos aumento no [preço do] milho, da soja, queda de safra no sul. Então isso também acaba acarretando aumento no valor dos insumos. Mas a gente conseguiu manter a produção considerando como essencial durante a pandemia. E o que fez com que a gente crescesse bastante foi o consumo”, explicou Patrícia.

Fonte- G1 BA

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