Projeto prevê aumento de pena para roubo com explosivo

A aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, do projeto que prevê aumento de pena para roubo de explosivos ou cometidos com ajuda deste material, deve dar maior fôlego ao enfrentamento de crimes contra instituições financeiras. A decisão animou as forças de segurança da Bahia, que combatem duramente organizações criminosas que fazem uso de explosivo para a prática dos roubos.

Este tipo de crime costuma ultrapassar as divisas dos estados, como explica o comandante de Operações da Polícia Militar, coronel Paulo Uzêda, usando como exemplo recentemente, uma quadrilha de Porto Seguro que entrou em confronto com policiais de Minas Gerais, na região de Almenara. “Na ocasião, alguns criminosos foram presos graças ao trabalho feito em conjunto com nossas unidades, que forneceram informações detalhadas”, acrescentou.

Para o coronel, o aumento da pena, aprovado pela CCJ do Senado – a proposta ainda deve seguir para a Câmara dos Deputados – é “muito relevante”. “Não podemos dar a um crime que amedronta uma pequena cidade a classificação de roubo qualificado. O uso de explosivo coloca em risco toda uma comunidade e deve ter uma pena mais severa”, enfatizou.

Nos 10 últimos meses, a polícia baiana aumentou em 100% o índice de desarticulação de quadrilhas de roubo a banco, a exemplo da liderada por Marcelo Batista dos Santos, o ‘Marreno’. Localizado na Via Parafuso, em agosto passado, e envolvido também com tráfico de drogas, ele levava uma vida de luxo e possuía imóveis em Eunápolis e Porto Seguro, no Extremo Sul do estado. Houve ainda um crescimento de 55,6% no número de prisão de assaltantes e uma redução média mensal de cerca de 5,4em relação a roubosconsumados.

Entre os meses de janeiro a outubroDepartamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) e as unidades de Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE) contabilizaram a apreensão de mais de 100 bananas de dinamite (somente na região de Juazeiro), detonadores, emulsões, espoletas, estopins e cilindros de oxigênio, material utilizado para explodir cofres e terminais de autoatendimento.

Segundo o diretor do Draco, delegado Marcelo Sansão, houve em outubro uma redução de 50% nas ocorrências policiais de uso de explosivos. “No ano passado, de 1º a 31 de outubro, tivemos oito registros e este ano conseguimos diminuir este número para a metade”, explicou.

O coordenador da Força Tarefa da Secretaria da Segurança Pública, major PM Marcelo Barreto, assegurou que a grande maioria dos crimes contras instituições financeiras é cometida com o emprego de explosivos, acrescentando que a recorrência dos assaltantes é muito frequente nesta categoria. “Grande parte dos criminosos que prendemos em 2016 e 2017 é reincidente na prática desta espécie de roubo na Bahia ou em outros estados”, frisou, ressaltando a importância na atualização das leis.

Barreto revelou ainda que a SSP tem realizado ações integradas com a participação das Policias Militar e Civil e com o apoio da Polícia Federal e de forças de segurança de outros estados. “A presença de todas estas instituições é muito importante no combate a este delito. O que a Força Tarefa está propondo é conjugar esforços para que se consiga realizar um combate mais eficaz e eficiente e retirar os bandidos de circulação”, ressaltou.

 

Fonte: Ascom/Marcia Santana

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