Praia do Forte: Operários são resgatados após comida estragada em obra de prefeitura

Cinco trabalhadores da construção civil em situação de trabalho escravo foram resgatados nesta semana em um balneário de alto padrão em Praia do Forte, em uma obra de um posto de saúde, contratada pela prefeitura do Município de Mata de São João, na região metropolitana de Salvador, de acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT-BA).

Segundo relatos da equipe de auditores-fiscais do trabalho, os funcionários dormiam no mesmo local onde trabalhavam, no chão ou em colchões doados por populares, não tinham acesso a equipamentos de proteção individual, se alimentando de comida estragada.

Nenhum deles tinha carteira de trabalho assinada. Todos vinham do município de Feira de Santana, onde a empreiteira contratada pela prefeitura de Mata de São João tem sede. Alguns apresentavam sinais de intoxicação pela poeira excessiva da obra.

Os cinco operários já foram retirados do local e receberam os primeiros atendimentos sociais, enquanto os agentes públicos tentam junto ao dono da Construtora Almeida Pessoa Ltda. a garantia do pagamento das rescisões e a assinatura da carteira de trabalho.

A obra foi interditada pelos auditores-fiscais do trabalho que integram a força-tarefa, que também irão aplicar uma série de multas por descumprimento da legislação trabalhista. Tanto a empreiteira quanto a prefeitura de Mata de São João, contratante do serviço de construção do posto de saúde de Praia do Forte, são responsabilizados pela situação. Caso não haja o pagamento das rescisões imediatamente, o Ministério Público do Trabalho (MPT) vai entrar com ações na Justiça para garantia dos pagamentos.

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