Guerra das águas em Corretina: Igreja acusa agro de destruição e ganância

A invasão e a violência ocorridas na fazenda da empresa agrícola Igarashi, em Correntina, região oeste da Bahia, foi matéria-prima para uma nota ideológica e de clara manifestação pela luta de classes divulgada nesta terça-feira (7). Liderados por padres da região, o manifesto envolve 10 entidades, entre elas o MST e (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), a Comissão Pastoral da Terra (CPt/BA), a Pastoral do Meio Ambiente (PMA – Diocese de Bom Jesus da Lapa) e carrega a mensagem “O AGRO É DESTRUIÇÃO”. A nota traz ainda a convocação da população para uma manifestação no próximo sábado, dia 11, com todos vestidos de preto.

Mais do que isso, a nota diz ainda que as invasões registradas no dia 2 de novembro último TERIAM ocorrido, de acordo com imagens que circulam na internet e que “a mídia está a noticiar”. Mais de 500 pessoas participaram do ataque e a polícia, contrariando a versão de que o mesmo só TERIA ocorrido, já investiga a ação para identificar quem a cometeu e mais do que isso, que a financiou.

Também nesta terça-feira, representantes de cinco associações de produtores rurais do estado foram a Salvador para uma reunião com o governador, Rui Costa (PT), pleiteando rigor nas investigações e aumento e intensificação no policionamento na região em que ocorreu a invasão. Costa, diz estar acompanhando de perto a situação no oeste do estado. “Imediatamente mandei a polícia ir ao local, ao chegar lá encontraram um bando. Eu digo um bando porque ninguém ainda se posicionou como movimento social”. As declarações foram feitas no programa Linha de Frente, do portal Aratu Online.

Em entrevista à rede Globo, o secretário de Segurança Pública do estado, Maurício Barbosa, afirma ter conhecimento de que alguns pequenos agricultores estariam insatisfeitos com o uso da água na região – uma vez que a discussão se dá em torno da irrigação com recursos, entre outros, do rio Arrojado, um dos mais importantes da região – porém, que isso não justifica o ato cometido no último dia 2.

“Um dos objetivos da investigação é, exatamente, tentar identificar quem são as pessoas que financiaram isso. Até porque a mobilização de 500 a 600 pessoa demanda um custo, toda uma logística de mobilização, e esse é um dos pontos que nós vamos atacar”, diz Maurício Barbosa, secretário de Segurança Pública do estado.

 

noticiasagricolas.com.br

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