Explosões de bancos acontecem porque empresas ‘não ligam’ para segurança, diz major

A Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe) surgiu com a missão de combater crimes contra instituições financeiras, como o ataque a sede da Prosegur em Eunápolis, no último mês .

Para lidar com esse tipo ação criminosa, que geralmente envolve armamento forte e explosivos, a tropa é treinada para lidar com cenários adversos. “Em todo momento, policiais da Cipe lidam com com situações extremas. Pelo tipo de crime que a gente combate, o PM pode passar até 5 dias trabalhando ininterruptamente em lugares sem água”, comenta o major Ricardo Passos, que atua na Cipe Chapada.

Além dos ataques a bancos, a companhia do major ainda lida com outro problema: o comércio ilegal de explosivos que abastecem os ataques. Em uma única apreensão em Novo Horizonte, região do semiárido, a Cipe recolheu explosivos suficientes para destruir 2,7 mil caixas eletrônicos .

Sobre o assunto, o policial só agradece uma coisa: “Temos exatamente o mesmo armamento que grandes quadrilhas utilizam no banditismo e no novo cangaço. É o mesmo armamento, graças a Deus, para combater esse tipo de crime”. A experiência de atuação da companhia especializada, porém, deu ao major uma opinião forte sobre o que é preciso para garantir a segurança dos bancos baianos.

“A partir do momento que se colocar empresas de seguro fora da cidade, na zona rural, a todo momento teremos explosão”, revelou Passos sobre o projeto que quer proibir empresas como a Prosegur nas áreas urbanas de Eunápolis. A solução para a situação, que ainda é recorrente na Bahia, acaba sendo uma só: “Os bancos precisam investir em segurança. Hoje em dia, com a tecnologia que temos, não era mais para ter nenhum ataque a caixa eletrônico”

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