Empresa que controla fazenda que foi invadida e teve equipamentos destruídos na BA diz que prejuízo chega a R$ 50 milhões

empresa que controla a Fazenda Rio Claro, em Correntina, no oeste da Bahia, que foi invadida por cerca de 600 pessoas no último dia 2 de novembro e teve equipamentos e instalações destruídos, estimou um prejuízo de cerca de R$ 50 milhões. Em contato com o G1 nesta segunda-feira (10), a assessoria da Lavoura e Pecuária Igarashi Ltda informou que o valor é resultado de um levantamento inicial, e que o número ainda pode aumentar.

Conforme a Igarashi, foram arrebentadas cercas, maquinários, todo sistema de energia, tratores foram destruídos, um galpão foi incendiado e até postes foram derrubados.

No dia 6 de novembro, a Polícia Civil abriu inquérito para apurar o caso. A corporação informou nesta segunda que mais de 30 pessoas já foram ouvidas e que o inquérito está em fase de identificação das responsáveis pelos danos à fazenda. Ainda segundo a polícia, estão sendo feitas análises de fotos e vídeos, para se chegar aos responsáveis.

Caso

Postes de fazenda no oeste da Bahia foram derrubados por invasores (Foto: Divulgação/Abapa)Postes de fazenda no oeste da Bahia foram derrubados por invasores (Foto: Divulgação/Abapa)

Postes de fazenda no oeste da Bahia foram derrubados por invasores (Foto: Divulgação/Abapa)

Conforme a polícia, entre 500 e 600 agricultores e pecuaristas que moram ao longo do Rio Arrojado, nos povoados de Praia, Arrogeando, São Manoel, entre outros da região oeste da Bahia, entraram na fazenda para protestar contra os prejuízos que as propriedades deles estariam tendo com a captação de água para o sistema de irrigação da Lavoura e Pecuária Igarashi Ltda. A maior parte dessas propriedades está a aproximadamente 40 km da nascente do rio. Os agricultores chegaram na fazenda em carros, motos e até em um ônibus.

Em nota, a Igarashi afirmou que todas as atividades da empresa são realizadas mediante autorizações ambientais. A empresa afirmou, ainda, que vai tomar todas as medidas legais para defesa dos seus direitos e responsabilização dos indivíduos que cometeram referidos atos.

A principal queixa dos ribeirinhos é quanto à diminuição do nível da água no leito do Rio Arrojado, o que se agravou após a construção de duas piscinas de 125 metros e profundidade de seis metros, para atender o sistema de irrigação da fazenda. Segundo eles, quando as bombas da fazenda são ligadas, o nível cai.

Trator da empresa também foi queimado durante invasão à fazenda no oeste da Bahia (Foto: Divulgação/Abapa)Trator da empresa também foi queimado durante invasão à fazenda no oeste da Bahia (Foto: Divulgação/Abapa)

Trator da empresa também foi queimado durante invasão à fazenda no oeste da Bahia (Foto: Divulgação/Abapa)

De acordo com o delegado Marcelo Calçado, que já ouviu representantes da Igarashi, a empresa está legalizada e possui as licenças necessárias para captar a água do rio. Disse ainda que as pessoas que invadiram a propriedade são ligadas a pequenas associações existentes nos povoados ao longo do Arrojado, criadas para ordenar uso e cultivo de pastagens na região.

Por meio de nota, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) lamentou o ato e o apontou como vandalismo. Disse ainda que a entidade entende como legítima manifestações pacificas que não infrijam a legislação penal vigente com atos de invasão e depredação de patrimônio, sejam eles público ou privado

G1

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