Em protesto, policiais civis assinam desistência de trabalho durante Carnaval 2018

Policiais civis da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), do Grupo Especial de Repressão de Roubos a Coletivos (Gerrc) e da Polinter (Polícia Interestadual) assinaram nesta semana o “Requerimento de Desistência” para não trabalharem no Carnaval em 2018. De acordo com informações do Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia (Sindpoc), a medida ocorreu em protesto à baixa remuneração do serviço pelo governo do Estado durante a festa – no ano passado, a diária foi de R$ 114 e R$ 186 a hora extra. A categoria reivindica R$ 230 pelo pagamento da diária e R$ 450 pelo conjunto de 12 horas extras. De acordo com o Sindpoc, o documento assinado não possui caráter de greve ou paralisação, e sim implica no cumprimento da carga horária normal de 40 horas semanais durante o período momesco, o que impacta na escala do Carnaval.

“A categoria aprovou o prazo de 7 meses que temos para negociar com o governo do Estado. Todo mundo está empenhado em assinar o Requerimento de Desistência”, destacou o presidente do sindicato, Marcos Maurício. O vice-presidente da entidade, Eustácio Lopes, aponta também as condições de trabalho durante os festejos. “O policial que vem do interior, fica sem ter como se alimentar, sem local para dormir. O policial acaba trabalhando estressado e isso reflete na abordagem feita com o folião. A categoria reivindica que o governo do Estado disponibilize ônibus para levar os policiais aos circuitos do Carnaval. Já aconteceu de um policial estacionar o carro em local inadequado, teve o veículo apreendido pela Transalvador e pagou a multa”, reclama.

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