Cidades do interior vão ganhar núcleos de atendimento à mulher

O delegado-geral Bernardino Brito, anunciou, nesta quinta-feira (17), que autorizou a implantação de núcleos Especializados de Atendimento à Mulher, em cidades do interior da Bahia. A revelação foi feita durante a realização do evento “Lei Maria da Penha em Foco”, que reuniu, na Acadepol, delegadas titulares das DEAMs da capital e interior, além de seus coordenadores de plantão.

Com o objetivo de aperfeiçoar e atualizar os servidores que atuam nestas especializadas, o evento contou com duas palestras pela manhã. O professor Eduardo Carvalho, da Universidade Federal da Bahia (UFBa), apresentou o tema “Lei Maria da Penha: uma leitura crítico-reflexiva feminista e de gênero” e, logo em seguida, a professora Thaíze de Carvalho, da Universidade Católica de Salvador (UCSal), falou sobre “A adequação dos métodos restaurativos no enfrentamento da violência doméstica”.

LORETA VALADARES

À tarde, os servidores policiais participaram de duas oficinas. A primeira delas tratou do tema “Atendimento”, mediada pela psicóloga Maria Auxiliadora Almeida Alves, que atua na recepção de mulheres que sofreram violência doméstica nas casas de acolhimento Loreta Valadares e Irmã Dulce.

De acordo com a delegada Elaine Nogueira, diretora da Acadepol, promotora do evento, a presença da psicóloga na oficina abriria novas perspectivas ao grupo, graças a sua experiência adquirida nessa atividade. “É ela quem vai nos mostrar, graças à sua gestão nas duas instituições, onde precisamos melhorar, onde temos que corrigir”, disse a delegada.

Em seguida, foi a vez da oficina “Procedimentos Jurídicos”, cuja mediadora foi a delegada Isabel Alice de Jesus Pinho, a primeira delegada da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher, Deam de Brotas, inaugurada em 1996.

A idéia, segundo Elaine Nogueira, era mostrar a importância do cumprimento de protocolos na rotina diária de recepcionar mulheres vítimas da violência doméstica. “É desta forma que alcançaremos a melhoria, prestando um atendimento humanizado e respeitoso às vítimas, sem descriminação e intolerância”, apostou a delegada.

Ao final, o grupo participou da “Roda de Conversa”, sob a mediação da professora Katarina Lobo, na qual os participantes debateram os temas e oficinas tratados no evento, para a produção do relatório final do evento.

Fonte: Ascom/PC

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