BARREIRAS= MOTORISTA FAZ RELATO DE ROUBO A CARGA

O motorista de caminhão diz que ele e um sobrinho (carona), foram mantidos em cativeiro e o veículo teve uma carga de milho roubada, no município de Barreiras, região Oeste da Bahia, entre as 20h 00 de quarta e madrugada de quinta-feira, 29/06/2017. Eles ficaram com as mãos amarradas, vigiados por um dos assaltantes, que os liberaram às 3h.

Ambos foram rendidos no pátio do posto Macaubense por pelo menos três homens armados, a bordo de um carro vermelho. Contam que inicialmente os bandidos os colocaram como reféns dentro de seu próprio veículo, os obrigaram a seguir até o Km – 30 da BR 020, onde pararam por alguns minutos, para engatarem a carreta com a carga em outro cavalinho, depois os deixaram em um cativeiro às margens de uma estrada vicinal perto de onde tinham sido sequestrados, até a consumação do roubo. “São muito covardes, porque nos humilharam bastante com uma pistola e um revólver apontados para nossas cabeças”, comentou.

Ressalta ainda a participação de mais quatro ou cinco pessoas que teriam aparecido na rodovia, antes de os conduzirem para o cativeiro. Observou que um deles estava bastante nervoso e usava muita cocaína. “Ameaçava o tempo inteiro e inclusive prometeu me matar em caso de atolar o caminhão em um trecho de muita areia”.

As vítimas acreditam que eles tenham roubado o veículo errado, Imaginando que fosse uma carga de feijão, porque ouviu quando mantiveram contato telefônico com alguém, a quem chamavam de patrão, informando o possível equivoco.  “Patrão, pegamos ‘galinha’, leva assim mesmo?”, comentou uma das vítimas.

A carreta/Rodotrem, marca Randon, cor branca, tem o nome Regina no lameirão, placa de Mossoró/RN. Tinha sido carregada em Roda Velha, município de São Desidério/BA e seguia para Feira de Santana/BA.

A polícia ainda não tem suspeitos e está investigando o caso. O motorista teve todos os documentos, talões de cheques e dinheiro roubados e compareceu à delegacia de Barreiras/BA para registrar o fato. “Não suporto mais essa profissão. A insegurança é muito grande”, finalizou o profissional do volante,  revoltado.

Alô Alô Salomão

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